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<title>Colunas Gustavo Corção</title>
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<subtitle>Colunas publicadas no jornal Correio do Povo durante o período de 1957 - 1960</subtitle>
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<updated>2026-04-16T08:33:42Z</updated>
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<title>Em Defesa dos Varejistas (1958-12-03)</title>
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<name>Corção, Gustavo</name>
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<updated>2024-09-12T14:40:06Z</updated>
<published>1958-12-03T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Em Defesa dos Varejistas (1958-12-03)
Corção, Gustavo
Critica a política econômica do governo, que tem acusado os varejistas de serem responsáveis pelo aumento dos preços. Destaca uma declaração do presidente Juscelino Kubitschek que afirmava que os preços estavam começando a baixar, mas que os varejistas continuavam sendo apontados como culpados por aumentos injustificados. Argumenta que a estratégia do governo de culpar os varejistas é uma tática antiga de divisão social, que desvia a atenção das verdadeiras causas da inflação. Observa que, apesar das críticas, muitos dos problemas econômicos do país não se devem aos varejistas, que, segundo ele, são geralmente mais honestos do que muitos políticos e funcionários públicos. Compara os pequenos desvios de balança dos varejistas com a corrupção e a má gestão dos políticos e funcionários, sugerindo que a corrupção em níveis mais altos é muito mais prejudicial. Além disso, defende que a oposição deveria apoiar os varejistas e educar a população sobre a verdadeira causa da inflação, que, segundo ele, é o governo e não os pequenos comerciantes. Conclui que o verdadeiro custo para a sociedade não é o preço das mercadorias, mas sim o custo de um governo ineficiente e corrupto, que ele considera ser o maior problema econômico do país.
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<dc:date>1958-12-03T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A Hora da China (1957-10-20)</title>
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<updated>2024-09-12T14:34:28Z</updated>
<published>1957-10-20T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A Hora da China (1957-10-20)
Explora a singularidade da China e sua trajetória histórica e geográfica, destacando como sua vastidão e forma circular influenciam sua posição no cenário mundial. Compara a China a outras regiões e sugere que a forma dos territórios pode influenciar a história e o desenvolvimento dos povos. Observa que, enquanto a civilização ocidental se desenvolveu no contexto de terras marítimas e irregulares, a China, com sua configuração maciça e uniforme, experimentou um atraso em relação aos avanços ocidentais. A narrativa destaca a figura do Pe. Vicente Lebbe, missionário que trabalhou intensamente na China, promovendo a evangelização e a fundação de instituições religiosas e sociais. Lebbe, apesar das dificuldades impostas pelos superiores e pelas circunstâncias políticas, teve um impacto significativo em suas atividades missionárias. Ele se dedicou a adaptar-se à realidade local e a estabelecer uma infraestrutura que apoiasse a educação e a catequese. No entanto, a influência do comunismo e a complexidade da história chinesa levantam dúvidas sobre a durabilidade de suas conquistas. Conclui com uma reflexão sobre o legado de Lebbe e a possibilidade de que, apesar dos desafios, o trabalho missionário possa ainda frutificar no futuro da China. Sugere que, embora o impacto imediato de Lebbe possa parecer limitado, o tempo pode revelar um papel significativo para as sementes plantadas na formação de uma nova civilização cristã na China.
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<dc:date>1957-10-20T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Longe e Perto (1957-09-21)</title>
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<name>Corção, Gustavo</name>
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<published>1957-09-21T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Longe e Perto (1957-09-21)
Corção, Gustavo
Aborda a importância da vitória política do chanceler Konrad Adenauer na Alemanha, destacando-a como um evento significativo que transcende fronteiras e repercute globalmente. Argumenta que, no mundo moderno, marcado por uma comunicação mais ágil e uma busca por unidade, eventos como a vitória de Adenauer são de grande importância para todos os países, incluindo o Brasil. Reflete sobre a necessidade de os partidos políticos terem uma base filosófica sólida e uma visão abrangente que integre regionalidade e universalidade. Critica a política brasileira da época, comparando-a desfavoravelmente com a vitória alemã. Aponta que os partidos de oposição no Brasil frequentemente se limitam a uma resistência ao adversário sem oferecer alternativas ideológicas concretas. A incapacidade dos partidos brasileiros em propor soluções e sua orientação apenas para combater rivais são vistas como uma falha significativa. Além disso, critica a violência política em Alagoas, a qual considera uma consequência do vazio ideológico e da ausência de valores espirituais na política. Defende que, para evitar a repetição de episódios brutais e degradantes, o Brasil deve buscar inspiração em modelos políticos que dignifiquem a atividade política e promovam o bem comum. Para ele, é essencial que a política brasileira se baseie em posturas espirituais e valores que respeitem a dignidade humana.
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<dc:date>1957-09-21T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O Fracasso Americano (1957-12-22)</title>
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<updated>2024-09-12T14:25:06Z</updated>
<published>1957-12-22T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O Fracasso Americano (1957-12-22)
Corção, Gustavo
Analisa o insucesso do lançamento do primeiro satélite artificial dos EUA, contrastando-o com o segredo soviético. Critica a visão do vice-presidente Nixon, que defende a transparência americana como superior ao sigilo russo, sugerindo que o fracasso americano não decorreu de falhas científicas ou tecnológicas, mas de uma falha filosófica. Para ele, a obsessão dos EUA com a publicidade e o prestígio levou-os a uma competição precipitada, resultando em um fracasso que é mais um erro de percepção do que um real revés tecnológico. Argumenta que o fracasso foi um resultado da filosofia americana de destacar o sucesso e a publicidade sem o devido preparo. Critica a ideia de que o fracasso do satélite é um reflexo da superioridade democrática dos EUA, comparando-o ao sucesso soviético, que embora tenha sido um feito tecnológico, também foi um triunfo psicológico sobre o Ocidente. Destaca que o verdadeiro problema reside na pressão pública excessiva e na falta de discrição durante o desenvolvimento de projetos complexos. A pressão para mostrar resultados rapidamente interfere na qualidade e no avanço das pesquisas. Lamenta que tanto a publicidade excessiva quanto a censura rígida contribuem para problemas semelhantes, embora em estilos diferentes. Conclui que, apesar dos erros culturais das duas superpotências, o controle soviético, apesar de desumano, pode ser menos prejudicial ao progresso do que o frenesi publicitário dos EUA.
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<dc:date>1957-12-22T00:00:00Z</dc:date>
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