Resumo:
Expressa ceticismo e preocupação com a proposta brasileira para resolver o caso do general Delgado. A proposta sugere que o Brasil se ofereça como fiador da segurança e integridade de Delgado após sua saída da embaixada em Lisboa, onde está abrigado. Questiona a viabilidade dessa garantia, destacando que, se algo acontecer ao general, o governo brasileiro teria que lidar com as consequências, incluindo custos médicos e, no pior cenário, a substituição do general, o que é impossível. Critica a ideia de que o Brasil possa assegurar a integridade física de Delgado, uma vez que a importância pessoal de alguém não pode ser substituída, apenas os cargos e títulos. Argumenta que, se Delgado for vítima de um acidente fatal, tanto o Brasil quanto Portugal alegarão que foi um evento natural e lamentarão a perda, sem assumir responsabilidades reais. O ceticismo é reforçado pela observação de que o embaixador brasileiro em Lisboa parece estar aliviado por finalmente se ver livre de Delgado, sugerindo que a proposta pode ser uma forma de encerrar a situação de maneira conveniente. Também menciona que a inauguração de uma exposição de arquitetura em Lisboa com maquetes de Brasília pode ser uma tentativa de desviar a atenção, indicando uma capitulação disfarçada de diplomacia.