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Critica a construção de Brasília, destacando os enormes gastos envolvidos na sua realização, principalmente em um país marcado por desigualdades e necessidades básicas não atendidas. Menciona que, além dos altos custos para erguer a nova capital, o governo também investiu grandes somas em publicidade para justificar tais despesas, tentando convencer o público da grandiosidade do projeto. O Congresso Internacional de Críticos de Arte, financiado pelo governo, é citado como um exemplo desse esforço para obter elogios e reconhecimento internacional. Contudo, a tentativa de promoção sai pela culatra, já que os críticos convidados, após uma inspeção mais detalhada, mostram-se decepcionados com a falta de consideração pela dimensão humana nas construções de Brasília. Eles criticam a arquitetura monumentalista que, segundo eles, ignora as necessidades e o bem-estar das pessoas, como exemplificado pelos apartamentos funcionais com cozinhas mal iluminadas e quartos de empregada reduzidos a cubículos. O arquiteto italiano Bruno Zevi, em particular, é destacado por sua crítica direta e sem rodeios, apontando que o projeto de Brasília reflete as falhas da cultura contemporânea. Encerra o texto lamentando o desperdício de recursos em uma obra que, segundo ele, prioriza o luxo e a monumentalidade enquanto problemas graves, como a mortalidade infantil, continuam sem solução. |
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