Resumo:
Discute a importância de preservar a pureza da língua portuguesa, argumentando que isso não é mero pedantismo, mas uma necessidade vital para a comunicação. Observa que o uso incorreto do vernáculo se espalha por jornais, livros e, especialmente, por traduções de baixa qualidade. Esse problema se agrava pela falta de um ensino adequado da língua nas escolas, onde tanto leigos quanto profissionais qualificados, como médicos e engenheiros, acabam maltratando o idioma. A imprensa, em particular, é identificada como um dos maiores responsáveis pela corrupção da linguagem, pois seus erros se difundem amplamente entre os leitores. Menciona a proposta de um intelectual para a criação de um departamento governamental que limpe a linguagem dos jornalistas e locutores. Embora essa ideia se alinhe com o espírito das instituições, duvida de sua eficácia, temendo que a censura linguística apenas aumente as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da comunicação. Em suma, clama pela preservação da língua como um patrimônio cultural e destaca a responsabilidade coletiva nesse processo.