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A crítica se concentra na ilusão de que as ditaduras apenas afetam os direitos políticos, permitindo que cidadãos egoístas e acomodados ignorem as consequências mais amplas do autoritarismo. Observa que, ao instaurar a ditadura em 1937, Getúlio Vargas inicialmente gerou alívio entre alguns, que acreditavam estar livres de preocupações e decisões políticas. No entanto, ele ressalta que o despotismo é insaciável, consumindo não apenas a liberdade política, mas também direitos fundamentais e o patrimônio da população, que passa a depender da vontade de um único homem. Destaca que a população se tornou atônita ao perceber os efeitos de um recente decreto-lei que, sob a justificativa de combater trusts e monopólios, submete empresas importantes ao controle absoluto do governo. As empresas ficam, assim, sem possibilidade de recorrer à justiça, tornando-se meros instrumentos da ditadura ou enfrentando a extinção. Conclui que, mesmo diante do que parecia o fim da ditadura, o governo continuava a exercer controle, evidenciando a necessidade de vigilância e resistência por parte da população. |
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