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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2024-10-29T13:56:44Z
dc.date.available 2024-10-29T13:56:44Z
dc.date.issued 1948-06-02
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/6398
dc.description.abstract Critica a proposta de implementar um sistema parlamentar no Brasil, argumentando que essa ideia é uma tentativa ilusória de resolver os problemas políticos do país. Se apoia nas observações de seu amigo Austregésilo, que aponta que a existência de partidos políticos organizados é fundamental para a eficácia do regime parlamentar. No entanto, ele ressalta que a falta de partidos também prejudica o funcionamento da democracia representativa, incluindo o presidencialismo. Usando os Estados Unidos como exemplo, argumenta que, sem dois grandes partidos equilibrados, o país poderia facilmente cair em uma ditadura presidencial semelhante às que existem em muitos países da América Latina. Destaca que o parlamentarismo, por ser um sistema baseado na opinião pública, favorece a formação de partidos políticos. Em contraste, no atual regime presidencialista brasileiro, onde a vontade do presidente é a força motriz, os partidos se tornam quase irrelevantes e efêmeros, surgindo apenas durante campanhas eleitorais e desaparecendo logo em seguida. Para ele, a solução seria adotar um sistema que permita a opinião pública ter um papel ativo, o que levaria à criação de verdadeiros partidos políticos e, assim, a uma democracia mais sólida. Enfatiza a necessidade de romper o ciclo vicioso que impede o desenvolvimento da democracia e dos partidos no Brasil. pt_BR
dc.publisher Diário de Notícias pt_BR
dc.subject Sistema Parlamentar; Partidos Políticos; Democracia Representativa; Presidencialismo; Estados Unidos; Ditadura pt_BR
dc.title Microscópio (1948-06-02) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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