Jornal literário editado em Rio Grande e, em sua fase final, em Pelotas. Seu proprietário e editor era Antônio Joaquim Dias.
Conforme Póvoas, Arcádia (1867-1870) foi uma ponte entre os primeiros empreendimentos gaúchos do gênero jornalístico literário: A Rosa Brasileira (1851) e O Guaíba (1856-1858) – e os que se seguiram – Revista Mensal do Partenon Literário (1869-1879), Murmúrios do Guaíba (1870) e Corimbo (1883-1943).
O autor destaca algumas das práticas da Arcádia: “vinculação ao Romantismo, Indianismo-Nacionalismo e Regionalismo; diversificação temática; publicação de manifestações de crítica literária; aproveitamento dos escritores locais; nítido posicionamento político-ideológico, vinculado a um ideário progressista, republicano e antiescravocrata; recuperação da história da província, em especial os acontecimentos do decênio farroupilha”.
Em edição disponível no acervo da HDIRS, de fevereiro de 1869, foi publicado o relato de um encontro do Partenon Literário, enviado por corresponde de Porto Alegre. No texto, salienta-se a falta que faz um jornal para a referida sociedade – a Revista Mensal do Partenon Literário seria lançada no mês seguinte. No mesmo número, tem destaque a fundação do Grêmio Literário Rio-Grandense.
REFERÊNCIA:
Póvoas, Mauro Nicola. Apontamentos em torno da revista literária sul-rio-grandense Arcádia (1867-1870). In Alves, Francisco das Neves; Póvoas, Mauro Nicola. Periodismo e literatura no Rio Grande do Sul do século XIX. Lisboa/Rio Grande: Biblioteca Rio-Grandense, 2018.
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