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Responde à crítica contra o parlamentarismo publicada em um jornal, que o descrevia como um sistema anacrônico e atrasado. Contesta veementemente essa visão, apontando que o parlamentarismo é amplamente adotado e bem-sucedido em diversas democracias ao redor do mundo, como Inglaterra, França, Canadá, Austrália, entre outros. Em contraste, argumenta que o presidencialismo, predominante nas Américas, tem se mostrado ineficaz, frequentemente resultando em ditaduras e revoluções, com exceção dos Estados Unidos. Refuta a ideia de que o sistema parlamentar é inadequado para os tempos modernos, destacando que a crítica ao modelo se baseia em um desdém pela realidade das democracias parlamentares. Ainda cita o professor Roberto K. Gooch, da Universidade da Virgínia, para reforçar seu ponto de vista. Segundo Gooch, na França, a república, a democracia política e o governo parlamentar são conceitos inseparáveis, mostrando a identidade desses elementos em países com sistemas parlamentares. Pilla lamenta que, enquanto muitos países estão abandonando o presidencialismo, alguns ainda insistem em uma visão distorcida do que seria uma boa governança, favorecendo o presidencialismo em detrimento de um sistema comprovadamente eficaz. |
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