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Reflete sobre o processo constituinte e os desafios enfrentados pela Assembleia Constituinte que, em sua pressa e insegurança, acabou ignorando questões fundamentais para o fortalecimento da democracia. O ambiente psicológico da época, marcado pela urgência e pelo medo de que qualquer demora pudesse ameaçar a recém-estabelecida democracia, levou os constituintes a tratar superficialmente problemas cruciais. Um desses problemas foi a organização dos poderes e a escolha do presidente da República, que acabou sendo resolvida de maneira inadequada. Critica a escolha do sistema presidencialista adotado na Constituição, que foi decidida sem uma análise profunda das implicações políticas e institucionais. A falta de um debate adequado também afetou decisões mais simples, como a eleição do presidente, que poderia ter sido mais justa se exigisse uma maioria absoluta dos votos. Em vez disso, a Constituição permitiu que o presidente fosse eleito por uma minoria no Congresso, o que gerou o risco de crises políticas. Aponta que, embora tenha sugerido emendas que garantissem uma maior legitimidade à escolha presidencial, essas propostas foram ignoradas. Também menciona que, com o tempo, as falhas desse sistema se tornaram evidentes e que figuras como o senador Góis Monteiro começaram a reconhecer a necessidade de revisar a Constituição para evitar complicações políticas mais sérias no futuro, tanto no cenário federal quanto estadual. |
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