Resumo:
Critica a falta de compreensão dos conceitos fundamentais do sistema eleitoral brasileiro, especialmente a representação proporcional, por parte de alguns meios de comunicação e suas opiniões sobre a legitimidade dos deputados com baixos números de votos. Destaca que, de acordo com o sistema de representação proporcional instituído no Brasil, o partido é o elemento principal na eleição dos deputados, e não os votos individuais. Ou seja, é o conjunto de votos no partido que determina o número de cadeiras conquistadas, e não a quantidade de votos que um candidato específico recebe. Observa que, apesar de alguns deputados serem eleitos com um número reduzido de votos, isso não compromete sua legitimidade, uma vez que a eleição se baseia no apoio à legenda do partido, e não exclusivamente aos candidatos individuais. Também menciona a possibilidade de candidatos serem eleitos sem votos pessoais, como é o caso de alguns suplentes que assumem cadeiras devido à decisão do partido. Critica a forma superficial e imprecisa com que a imprensa tem abordado o tema, sugerindo que jornalistas não devem se desculpar pela falta de precisão devido à pressa e à improvisação do trabalho jornalístico, especialmente quando se trata de temas centrais do regime político do país. Defende que é necessário um entendimento mais profundo sobre o sistema para uma análise mais justa e precisa.