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Em sua intervenção na Câmara dos Deputados, analisa a demissão do ministro da Fazenda, Correia e Castro, como um reflexo das limitações e contradições do regime presidencialista brasileiro. Destaca que, apesar de Correia e Castro contar com a confiança do presidente, sua queda ocorreu devido a pressões externas, particularmente a publicação de uma carta que envolvia questões fiscais internacionais. Critica a ideia de que no presidencialismo a destituição de um ministro dependeria exclusivamente da confiança do presidente, pois, na prática, fatores externos ao sistema político, como a pressão da opinião pública e a ação parlamentar, tiveram papel determinante. Faz uma reflexão sobre o presidencialismo e seu distanciamento das necessidades democráticas, defendendo a evolução para um sistema parlamentarista. Critica o fato de o Brasil ter retrocedido politicamente ao adotar o presidencialismo após a república, e não ter avançado para um modelo parlamentar, como ocorre em outras nações. A crise de governo, que ele considera uma das causas da instabilidade política no país, exige uma mudança imediata no sistema. O episódio da demissão do ministro, embora tenha sido um resultado da ação parlamentar, também evidenciou os limites do atual regime. Conclui que a verdadeira lição do episódio é que, apesar das limitações do sistema, a ação do Congresso, aliada à pressão da opinião pública, pode sobrepor-se aos poderes do presidente, demonstrando que a representação popular ainda tem força, mas precisa de um sistema que a torne efetiva. Defende uma reforma política que estabeleça um sistema democrático pleno, onde a soberania do povo seja restaurada. |
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