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Discute o processo legislativo e o contraste entre os regimes Monárquico e Republicano no Brasil. Destaca a importância do regimento interno que privilegia o último substitutivo produzido pelas comissões técnicas, pois representa uma síntese mais elaborada e atualizada. Contudo, relata uma exceção a essa regra durante a apreciação da lei de imprensa na Câmara dos Deputados. Nesse caso, o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura, que apresentava uma visão mais liberal, especialmente nas relações entre o jornalismo e o Estado, foi ignorado em favor de um substitutivo anterior, elaborado pela Comissão de Justiça. Argumenta que essa escolha reflete uma tendência à centralização autoritária dentro da República, marcada por uma involução do liberalismo que havia sido progressivamente conquistado durante a Monarquia. Ressalta que, enquanto no regime monárquico ocorreu uma evolução contínua em direção a maior liberdade, a República tem demonstrado um movimento contrário, regredindo para formas mais autoritárias. Embora não explore profundamente as causas desse fenômeno, ele enfatiza a inversão histórica e sugere que, mesmo sob uma República, princípios fundamentais da liberdade podem ser subvertidos, como exemplificado pelo caso da lei de imprensa. |
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