Resumo:
Questiona a condenação da ideia de paz em contextos políticos, especialmente em regimes democráticos. Lembra que, embora regimes totalitários a tenham classificado como subversiva e antissocial, a paz é um princípio essencial para a humanidade, fundamental para a preservação da civilização. No entanto, o governo brasileiro, em um contexto de repressão, persegue e proíbe manifestações em favor da paz, como congressos e conferências, alegando que esses eventos são promovidos pelos comunistas e seguem planos de Moscou. Critica a decisão do governo de cassar o registro do Partido Comunista, argumentando que isso cria uma divisão antidemocrática, onde pessoas com ideologias comunistas são privadas de seus direitos constitucionais, um retrocesso comparável ao absolutismo monárquico. Vê a contradição no governo, que, ao tentar combater o comunismo por vias policiais, enfraquece a própria Constituição e os direitos fundamentais dos cidadãos. Para ele, o governo não conseguiu erradicar o comunismo, e, ao invés disso, comprometeu a democracia, tornando-a mais vulnerável. A luta entre democracia e comunismo, portanto, favorece o último, que, segundo ele, está destruindo a essência democrática do país.