Resumo:
Denuncia a violência crescente da polícia carioca, que tem demonstrado uma total falta de respeito pelas leis, Constituição e pela distinção entre classes sociais. A polícia, segundo ele, nivela todos os cidadãos pela sua prepotência, sem fazer distinção entre civis, militares ou autoridades. Questiona a função da polícia, que deveria reprimir e evitar a violência, mas tem se tornado um instrumento de violência em si mesma. Critica a postura do governo, que, ao não tomar medidas para corrigir ou substituir a polícia, demonstra conivência com suas arbitrariedades. A polícia, para o autor, é um reflexo do governo, que a mantém impune e sem responsabilidade. Ao invés de culpar a polícia, sugere que a imprensa deveria censurar o governo que permite esses abusos. Destaca que, enquanto no passado uma violência policial podia derrubar um ministro, hoje as arbitrariedades da polícia são frequentes e raramente são contestadas. O governo, nesse regime, é praticamente irresponsável, permitindo que a polícia aja como quiser sem sofrer consequências. Para ele, a violência policial reflete a irresponsabilidade do governo, que não se importa com os abusos cometidos contra a população.