Resumo:
Reflete sobre o retorno das perseguições religiosas, um fenômeno que parecia ter sido superado com a consolidação do princípio da liberdade de consciência. No entanto, sob a influência da doutrina e política comunista, muitos países da Europa regrediram, e sustentar uma crença filosófica ou religiosa tornou-se considerado um crime, caso fosse incompatível com os interesses do Estado. Destaca a perseguição religiosa que ocorre na Europa Central, sob domínio russo, onde o Estado tenta silenciar a liberdade religiosa com o uso de força material. No entanto, ele argumenta que essa repressão tem o efeito contrário ao desejado, pois, ao tentar esmagar a fé, acaba por fortalecer o espírito religioso. Através da martirização, a Igreja se purifica e se fortalece, adquirindo a mesma força espiritual que a caracterizou nos primeiros tempos. A perseguição, longe de destruir a fé, a intensifica, preparando uma reação que, eventualmente, derrubará o regime tirânico. Conclui que, apesar das tentativas de suprimir a religião, o cristianismo na Europa Central ressurge mais forte, e o paganismo, por sua vez, sucumbirá novamente ao peso das perseguições.