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Compara a monarquia de D. Pedro I com o regime presidencialista da República, destacando o poder pessoal concentrado nas mãos do monarca. D. Pedro I interpretou a Constituição do Império de maneira a garantir que os ministros dependessem exclusivamente de sua vontade, o que gerou um conflito com o parlamento e a população. O Imperador cedeu em parte, mas, em 1831, despediu inesperadamente o ministério recém-formado e nomeou outro, composto por figuras menos influentes. Isso provocou manifestações populares em apoio ao ministério anterior e exigindo a sua reintegração. O povo se reuniu no Campo de Santana, pressionando pelo retorno do governo. O monarca, diante da pressão, abdicou em abril de 1831, reconhecendo sua derrota frente ao sentimento democrático popular. Pilla reflete que, no regime republicano, tal manifestação espontânea seria impossível sem a autorização das autoridades. O controle sobre a liberdade de reunião e expressão no Brasil contemporâneo seria rígido, com punições severas para aqueles que desobedecessem às leis de segurança. Aponta que, ao longo de um século, a liberdade popular foi severamente restringida, e a espontaneidade das manifestações, como as de 1831, foi praticamente extinta. |
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