Resumo:
No segundo artigo de Gilberto Freyre sobre a emenda parlamentarista, Pilla reage ao que considera uma crítica desqualificadora e desprovida de argumentos consistentes. Freyre, seguindo a linha de Afonso Arinos, sugere que os defensores do parlamentarismo no Brasil estão imersos em uma "mística", um comportamento irracional e fanático, em vez de adotar uma postura lógica e analítica. Pilla refuta essa ideia, argumentando que o parlamentarismo não é uma questão mística, mas uma solução pragmática para o problema do bom governo. Critica o tom de Freyre, sugerindo que ele vê os parlamentaristas como fanáticos cegos, incapazes de refletir criticamente. Para ele, ao invés de misticismo, os parlamentaristas têm argumentos sólidos e baseados na realidade sociológica, enquanto os opositores, como Afonso Arinos, se baseiam em preconceitos infundados. Aponta que Arinos, ao escrever extensamente contra a emenda, não abordou questões essenciais sobre o funcionamento do parlamentarismo. Além disso, observa que muitos dos que votaram contra a emenda nem sequer leram suas próprias justificativas. Para ele, os opositores do parlamentarismo não estão interessados em um debate verdadeiro, mas sim em manter uma posição preconceituosa e infundada.