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Refuta as críticas de Afonso Arinos e Gilberto Freyre ao parlamentarismo, esclarecendo que nenhum parlamentarista sustenta a ideia de que o sistema resolveria diretamente a questão social. O que defendem é que o parlamentarismo é capaz de conciliar a democracia com o socialismo, ao contrário do que foi alegado por Arinos e Freyre. Critica a interpretação incorreta dos opositores, que distorcem a proposta parlamentarista para refutá-la de maneira mais fácil. Destaca que o parlamentarismo, ao longo da história, tem se adaptado a diferentes correntes políticas e não é uma doutrina social ou econômica, mas sim um mecanismo eficaz para permitir a atuação das diversas correntes de opinião sobre o governo. Questiona ainda a defesa do paternalismo estatal, característica do sistema brasileiro, e sugere que o sistema parlamentarista favorece a espontaneidade da vida pública, característica dos anglo-saxões. Desafia Gilberto Freyre a refletir sobre qual sistema político mais favoreceria o paternalismo: um governo autoritário ou o sistema parlamentarista, que permite maior participação da opinião pública e intervenção nas questões políticas. Sugere que a passividade dos cidadãos seria mais agravada por sistemas em que a opinião pública tem pouca influência. |
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