Resumo:
Faz uma análise crítica sobre a transformação do papel da imprensa e a concentração de poder no Brasil, especialmente no contexto do presidencialismo. Observa que, no antigo regime, a opinião pública e os jornais tinham um impacto significativo, podendo derrubar ministros com uma simples nota. No entanto, com o novo regime, a opinião pública perdeu força, e os jornais passaram a servir aos interesses do governo, influenciando a política nacional de maneira mais submissa. Destaca a gravidade de uma nota publicada por um jornal, que expressa o descontentamento do governo em relação à falência de um acordo político sobre a sucessão presidencial. Aponta que o governo, representado pelo presidente da República, ameaça responsabilizar os políticos por qualquer agitação que perturbe a tranquilidade do regime. Questiona a natureza desse regime, sugerindo que ele depende da vontade e capricho do presidente, o que limita a ação dos outros poderes e impede a resistência. Questiona, ao final, se vale a pena continuar com um regime que concentra tanto poder nas mãos do presidente, desconsiderando as instituições e o sistema político.