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Critica a falta de partidos nacionais fortes no Brasil, destacando que os partidos existentes são essencialmente organizações eleitorais sem consistência ideológica, como os dois grandes partidos norte-americanos, mas mais frágeis e desorganizados. A transição rápida da ditadura para a democracia e a falta de tempo para o amadurecimento partidário resultaram em partidos pequenos e voltados para o imediato objetivo eleitoral, como o Partido Libertador e o Socialista. Aponta que a debilidade desses partidos se deve, em parte, ao sistema presidencialista, que não exige partidos fortes para funcionar, mas apenas organizações que disputem cargos executivos, como a presidência da República, governadores e prefeitos. O poder concentrado nas mãos do presidente da República enfraquece a formação de partidos sólidos, com o partido do governo sendo essencialmente a figura presidencial e sua base. O Partido Social-Democrático, diante dessa realidade, luta contra a centralização do poder e o domínio do sistema presidencialista, mas se vê incapaz de enfrentar o poder presidencial, que continua a dominar o cenário político. Conclui com uma crítica ao regime vigente, que muitos desejam manter, seja por interesse ou ingenuidade. |
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