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Critica o enorme poder concentrado nas mãos do presidente da República no sistema político brasileiro, argumentando que a eleição presidencial gera uma crise grave. Destaca que, apesar da evidência da gravidade da situação, os responsáveis pelo país não estão dispostos a resolver a questão por meio de uma reforma constitucional. Observa que, atualmente, a eleição do presidente está fortemente dependente do poder econômico, seja do governo ou dos magnatas de diferentes setores. Enfatiza que, independentemente das qualidades pessoais ou do apoio popular de um candidato, sem recursos financeiros adequados para a campanha, suas chances de vitória são praticamente inexistentes. A predominância do dinheiro nas eleições torna quase impossível para um candidato popular, mas sem fundos, competir com aqueles que mobilizam o poder financeiro, seja para propaganda legítima ou para práticas corruptas. Explica que a influência do poder econômico também é a razão pela qual os partidos políticos hesitam em lançar suas candidaturas, preferindo acordos que são quase sempre inatingíveis. No entanto, ele lamenta que, mesmo diante de tais problemas, os responsáveis não promovam uma reforma para corrigir a situação. |
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