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Analisa a intervenção presidencial na escolha do sucessor, destacando como essa prática, antes amplamente condenada, se agravou e passou a ser vista como normal ou até necessária no sistema político. Relembra que revoluções e fortes agitações já ocorreram no Brasil contra essa prática, mas, paradoxalmente, tais movimentos acabaram consolidando ainda mais o poder presidencial, resultando em presidentes que se transformaram em ditadores de fato. Argumenta que essa tendência autoritária é característica do presidencialismo na América Latina, mas observa uma mudança preocupante: o que antes era visto como anômalo e antidemocrático agora é defendido como legítimo. Critica a imprensa que, ao invés de se opor à interferência do presidente Eurico Dutra na sucessão, passou a defendê-la como uma prerrogativa necessária, chegando a exaltá-lo como o "grande eleitor da República". Conclui que o sistema presidencial brasileiro, longe de oferecer soluções democráticas, tem agravado a concentração de poder, enfraquecendo os valores democráticos. Defende que é preciso substituir o atual mecanismo constitucional, antes que a própria consciência democrática do país se deteriore ainda mais. |
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