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Critica a proposta de criação do cargo de vice-governador na constituição do Rio Grande do Sul, um estado que até então seguia os princípios de Rui Barbosa e Assis Brasil ao evitar tal posição. Considera o cargo uma "excrescência" inútil, incômoda e perigosa, destacando que historicamente o vice-governador é propenso a conspirar contra o titular do governo. Segundo ele, a iniciativa de modificar a constituição estadual não se baseia em preocupações com o funcionamento ou aprimoramento do sistema democrático, que já se encontra fragilizado no país. Ao invés disso, reflete motivações puramente políticas, como atender interesses pessoais e partidários, introduzindo mais um elemento nas disputas facciosas que dominam a política brasileira. Aponta que, no atual regime, o foco da política é exclusivamente o poder, e qualquer mudança constitucional, como a criação do vice-governador, serve apenas para satisfazer aliados ou barganhar favores entre partidos. Lamenta que o sistema, longe de buscar eficiência ou economia, prefere alimentar rivalidades e comprometer a lógica administrativa em nome de interesses menores. |
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