Resumen:
Critica os defensores do presidencialismo, particularmente aqueles que argumentam que os problemas do sistema na América Latina resultam de sua má aplicação, não de sua estrutura original. Aponta que essa linha de defesa, sustentada por cronistas e jornais como o Correio da Manhã, tenta separar o chamado presidencialismo latino-americano do modelo norte-americano, afirmando que o primeiro seria uma degeneração do segundo. Discorda dessa visão, argumentando que o presidencialismo brasileiro foi construído com base nos mesmos princípios e inspirações doutrinárias do sistema dos Estados Unidos. Destaca que a Constituição de 1891 detalhou o funcionamento do presidencialismo de forma até mais rigorosa do que a Constituição norte-americana, limitando possibilidades de desvios ou adaptações. Ainda assim, o sistema não funcionou no Brasil, mesmo com esforços para replicá-lo fielmente. Para ele, o fato de o presidencialismo ter "degenerado" na América Latina é uma prova de que o sistema é inadequado para a região. Ironiza a defesa do presidencialismo latino-americano, questionando como pode haver maior condenação do que admitir que o sistema não gera resultados satisfatórios onde é aplicado.