Resumo:
Defende que o voto é um ato de consciência, devendo ser exercido de forma autêntica e independente. Cada cidadão deve votar de acordo com seu pensamento e princípios, pois é dessa soma de vontades individuais que surge a verdadeira vontade coletiva. Qualquer desvio desse princípio deturpa a realidade democrática. Reforça a importância do voto secreto, um mecanismo essencial para garantir a liberdade de escolha. No contexto do pleito estadual, critica a postura de certos udenistas, que preferem o candidato libertador ao candidato pessedista, mas, por medo da vitória do trabalhismo, optam por votar no segundo. Esse cálculo político, segundo ele, transforma a eleição em uma corrida de cavalos, onde se vota não no mais apto, mas no que tem maior chance de vitória. Questiona a coerência da estratégia udenista, que no cenário nacional insistiu na candidatura do Brigadeiro Eduardo Gomes, mesmo diante da ameaça real de um retorno de Getúlio Vargas. Se no plano federal os udenistas mantiveram sua posição, por que no Rio Grande do Sul estariam dispostos a ceder seus princípios? A conclusão é de que a democracia se subverte quando o eleitor não vota conforme sua convicção, mas por cálculos políticos duvidosos. Ele aponta que os libertadores apoiaram um udenista em âmbito federal, então nada justificaria que os udenistas do Estado não retribuíssem esse gesto.