Resumo:
Discute a posição do Diretório Estadual da UDN em relação à sucessão estadual no Rio Grande do Sul, apontando que, embora a questão tenha sido deixada em aberto, muitos udenistas preferiam a candidatura de Cilon Rosa (PSD) à de Edgar Schneider (Libertador). Posteriormente, o Diretório de Porto Alegre oficializou o apoio a Cilon Rosa, decisão que Pilla analisa criticamente. Reconhece o direito de escolha do diretório municipal, mas ressalta que toda decisão está sujeita a crítica. O argumento udenista para excluir Schneider da disputa foi a criação de um falso dilema: ao descartar automaticamente o candidato da esquerda, restariam apenas Cilon Rosa e Ernesto Dorneles. No entanto, Pilla questiona a lógica de ignorar Schneider sem justificativa clara, enquanto Dorneles, ligado ao getulismo, ao menos exigiu uma explicação. Outro ponto levantado é a justificativa baseada na simpatia pessoal por Cilon Rosa, algo que, segundo Pilla, não requer argumentação racional, mas que parece ser o verdadeiro critério de decisão dos udenistas gaúchos. Ironiza a ideia de que essa simpatia estaria vinculada à atuação do candidato como interventor, citando, com tom sarcástico, acusações sobre seu comportamento faccioso e uso de recursos públicos nas eleições anteriores. Por fim, sugere que a escolha da UDN carece de fundamentos políticos sólidos, baseando-se mais em conveniências partidárias do que em princípios ideológicos.