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Discute o papel da imprensa no contexto político, especialmente após a vitória de Getúlio Vargas. Destaca que a liberdade é essencial para o funcionamento adequado da imprensa, pois, sem ela, a opinião pública não pode se manifestar livremente. Critica certos jornais que, ao invés de promoverem a democracia e as instituições representativas, se alinham com a ditadura e buscam desmoralizar o Poder Legislativo, a base da liberdade política. Questiona por que, enquanto se defende a supressão do Legislativo, o Poder Executivo, mesmo sendo inepto e corrupto, não é tratado com o mesmo rigor. Faz uma distinção entre dois tipos de imprensa: uma que cumpre uma missão social, que só pode prosperar em um clima de liberdade, e outra que existe apenas para manter seus próprios interesses, muitas vezes se aliando a regimes autoritários que lhe oferecem favores e recursos. Essa segunda forma de imprensa, segundo ele, é parasitária e sobrevive em ambientes de arbítrio, onde a liberdade é limitada. Observa que, para essa imprensa, a liberdade é vista como uma ameaça, já que dificulta sua atuação desonesta. Conclui que, embora a imprensa deva ser filha da liberdade, certas partes dela buscam sua destruição quando favorecem regimes autocráticos. |
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