Resumo:
Defende a posse de Getúlio Vargas como presidente, apesar das controvérsias políticas em torno de sua eleição. Embora reconheça que Vargas tem um histórico de autoritarismo, com a imposição de uma ditadura e a criação de desordem econômica e política, argumenta que impedir sua posse seria um erro maior para o país. Segundo ele, a recusa à posse representaria uma subversão do sistema constitucional, e ao tentar defender a liberdade e a democracia, poderia-se acabar destruindo o próprio regime democrático. Aponta que, embora haja razões políticas para temer a ascensão de Vargas, como a possibilidade de ele desrespeitar os direitos políticos da maioria, a alternativa de impedi-lo de governar poderia gerar ainda mais desordem e até abrir caminho para uma ditadura. Acredita que Vargas, ao ser impedido de assumir, se tornaria um mártir para uma parte significativa da população, o que aumentaria sua influência e poderia provocar uma revolta, resultando em um cenário ditatorial, seja sob Vargas ou seus opositores. Defende que, ao permitir que Vargas governe, o Brasil poderá comprovar a falibilidade de suas promessas e desmascarar sua figura de ídolo popular. Assim, a eleição de Vargas deve ser respeitada, mas sua posse deve ser acompanhada de vigilância rigorosa das forças democráticas, para evitar qualquer ameaça ao sistema democrático.