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Analisa o impasse entre a Câmara dos Deputados e o Senado quanto à convocação extraordinária do Congresso no início do governo de Getúlio Vargas. A maioria da Câmara defendeu que o novo presidente deveria sentir desde o início a presença do Parlamento e que o mandato dos deputados se estendia até a instalação da nova legislatura. Para ele, o Senado excedeu suas funções ao questionar essa decisão. A convocação, feita por um terço dos deputados, era um ato legítimo e soberano da Câmara, que o Senado deveria simplesmente acatar, sem interferir em suas razões ou na questão do mandato dos deputados. Argumenta que cada Casa Legislativa possui autonomia e que não cabe a uma tentar impor sua opinião à outra. A postura do Senado gerou uma crise política desnecessária, pois não se tratava de um conflito sobre a hierarquia entre as Casas, mas sim de uma exorbitância do Senado em uma questão que era exclusiva da Câmara. A maioria dos deputados tentou resolver o impasse de forma prudente, mas foi impedida pela obstrução da minoria, interessada em manter a convocação até março. O episódio, segundo Pilla, reflete a desorganização e os atritos institucionais do sistema político brasileiro, nos quais disputas de poder entre os próprios órgãos legislativos frequentemente levam a paralisações e crises artificiais. |
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