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Analisa criticamente a vitória eleitoral de Getúlio Vargas, considerando-a como uma vitória da massa popular, embora Vargas não tenha obtido a maioria absoluta dos votos. Argumenta que a propaganda persistente foi crucial para a construção do "mito" Vargas, especialmente no que se refere à criação da legislação social. Ele ressalta que a legislação trabalhista não foi fruto exclusivo de Vargas, mas de um movimento mais amplo iniciado antes, com a Aliança Liberal, que já incluía a proposta de reformas sociais. Também destaca que, embora Getúlio Vargas tenha sido o candidato escolhido para liderar a Aliança Liberal, ele não contribuiu ideologicamente para o movimento e se limitou a aceitar a candidatura por conveniência política. A criação do Ministério do Trabalho, que foi fundamental para a legislação social, é atribuída a Lindolfo Collor, e não a Vargas. Critica a falta de convicção de Vargas nas reformas e aponta que a implementação da legislação trabalhista foi um reflexo das necessidades do momento, mais do que uma ação consciente de Vargas. Além disso, destaca a discrepância entre a legislação social e as condições de vida do trabalhador, citando que, apesar da criação do salário mínimo e outras leis, a política econômica de Vargas agravou as condições de vida dos pobres, favorecendo a especulação e o enriquecimento ilícito. Finaliza apontando que, apesar de toda a propaganda, a realidade social não corresponde à imagem de Vargas como "Pai dos Pobres". |
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