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Critica a constituição do governo de Getúlio Vargas, considerando-o um exemplo de oportunismo político. Em sua análise, destaca que, embora Vargas tenha sido eleito como líder do governo "dos que não têm, contra os que têm", na prática, o governo não corresponde aos ideais trabalhistas ou populistas, pois seus ministros são, em sua maioria, representantes da grande indústria, da alta finança e da grande propriedade. Ele argumenta que, se algum outro candidato tivesse vencido, não haveria diferença significativa em relação à formação do governo, sugerindo que o verdadeiro governo trabalhista seria o de João Mangabeira. Vê Vargas como um político cético, sem convicções doutrinárias sólidas, mais interessado em manter o poder do que em defender princípios. Ele critica a forma como Vargas desmoraliza seu próprio partido, utilizando-o apenas por conveniência e sem compromisso moral ou doutrinário, evidenciado pela sua adesão a dois partidos de tendências opostas, o Partido Social Democrático e o Partido Trabalhista Brasileiro. A ideia de um novo partido, totalmente moldado conforme as circunstâncias, também é mencionada, o que reforça a visão de Vargas como alguém disposto a manipular a política em seu favor. Conclui que muitos eleitores, guiados por motivos pessoais e não ideais, foram enganados, já que o governo Vargas não representa, de fato, os interesses populares ou a reforma social que o país necessita. |
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