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Aborda a problemática do sistema eleitoral e suas consequências para a política brasileira. Ele começa destacando a afirmação de que, com o atual sistema, somente os ricos têm a possibilidade de se eleger, embora reconheça que alguns candidatos sem grandes recursos também tenham sido bem-sucedidos. No entanto, o voto pessoal, em vez de ser puramente partidário, favorece aqueles com maior capacidade de financiar campanhas, favorecendo a plutocracia e a influência do dinheiro na política. Critica o sistema eleitoral, apontando que, embora tenha sido introduzida a representação proporcional para fortalecer os partidos, o modelo atual favorece o personalismo, com candidatos focados em suas próprias imagens, em detrimento das ideias e dos programas partidários. Essa distorção foi ignorada pelos legisladores, tanto na Assembleia Constituinte quanto no Congresso, que não souberam lidar com as advertências sobre as falhas do sistema. Propõe como solução a adoção do sistema uruguaio, no qual o voto é restrito às legendas e sublegendas partidárias, excluindo o personalismo e a cabala, permitindo que a política seja discutida no âmbito das ideias e princípios. Conclui refletindo sobre as lições do pleito de outubro, enfatizando que, se o sistema eleitoral for aprimorado, pode haver uma evolução na política brasileira, mais focada nos princípios e nos programas. |
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