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Aborda a proposta de emenda à Constituição da República, ressaltando que a discussão sobre sua necessidade está sendo mal conduzida. Ele explica que não se trata de uma reforma constitucional, mas de emendas, que são alterações pontuais e específicas em pontos previamente definidos da Constituição. Destaca que cada emenda deve ser analisada individualmente, de acordo com seu mérito, e não ser julgada em termos gerais como boa ou ruim. Sugere que, se uma emenda visa promover uma distribuição mais justa das rendas, ela deve ser aceita, mas se a proposta é fortalecer as prerrogativas do presidente ou permitir sua reeleição, ela deve ser rejeitada. Defende a necessidade de antecipar a recusa a tais emendas e estimular um movimento de opinião contra elas, para preservar os princípios democráticos. Critica a ideia de “fossilizar” a Constituição de 1946, imobilizando-a sem distinguir entre propostas boas e ruins, e alerta para o erro cometido pelos governantes da Primeira República, que não souberam adaptar a Constituição às novas realidades. Para Pilla, o debate sobre emendas deve ser sério e focado nas necessidades reais do país, com uma postura crítica e vigilante em defesa da democracia. |
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