Resumo:
Denuncia a degradação dos costumes políticos no Brasil desde a Proclamação da República em 1889. Ele aponta a crescente corrupção na política, onde o poder, em vez de ser um meio para o bem público, passou a ser visto como um fim em si mesmo. Observa que o poder tornou-se o ideal supremo, usado para satisfazer interesses pessoais, independentemente das ações que se poderiam realizar com ele. Ele critica a adoração do poder, transformando-o em uma espécie de culto, algo paradoxalmente mais forte na República do que na Monarquia. Ilustra essa corrupção com um exemplo recente, a troca do nome de uma rua em São João d’El Rei, de Tiradentes para Getúlio Vargas. Este fato, embora corriqueiro, reflete a devoção cega aos líderes temporários, um comportamento que expõe o desprezo pela memória histórica e pela dignidade das figuras consagradas. Destaca a atitude do prefeito da cidade, que vetou a mudança e restituiu o nome original da rua, como uma ação rara e surpreendente, demonstrando que ainda existem resistências contra essa distorção de valores. A degradação moral e política, segundo Pilla, é um reflexo da transformação da política em uma busca pelo poder absoluto, e não mais um instrumento para promover o bem comum.