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Reflete sobre a ideia de irradiação das sessões legislativas, defendendo inicialmente que, como as assembleias representam o povo, seus debates devem ser acompanhados de perto pela sociedade. Ele destaca que a imprensa muitas vezes não consegue captar e transmitir de forma fiel os discursos importantes, prejudicando o acesso da população às discussões. Contudo, ao observar a prática, reconhece que a teoria de transmitir essas sessões é difícil de aplicar. Argumenta que, em uma sessão legislativa, muitas discussões são irrelevantes e podem se tornar enfadonhas para o público, caso sejam transmitidas ao vivo. O sistema presidencial, segundo ele, exacerba essa tendência, pois os representantes acabam falando excessivamente, sem atingir objetivos concretos, o que acaba tornando as sessões mais sensacionalistas do que produtivas. A irradiação, ao expandir a audiência, transforma os legisladores em “atores” buscando popularidade, o que compromete a seriedade dos debates. No sistema parlamentar, acredita que a transmissão das sessões seria mais apropriada, pois os parlamentares falam menos, mas têm mais poder para decidir. No sistema presidencial, ele defende que a mídia deveria limitar-se a resumos e comentários das sessões, para preservar a dignidade e a efetividade das instituições representativas. |
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