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Analisa a resistência popular à posse de Eugênio de Barros no governo do Maranhão, ressaltando a demonstração de civismo da população, que impediu a assunção ao cargo antes da validação judicial de sua eleição. Diante da pressão popular, Barros foi obrigado a se licenciar, reconhecendo a incerteza sobre seu mandato. A situação se complicou com o falecimento de Saturnino Belo, seu adversário eleitoral. No entanto, acredita que, caso seja confirmada a vitória de Belo, o Supremo Tribunal Eleitoral deverá determinar nova eleição, permitindo que o povo escolha novamente seu governador, agora com ainda mais liberdade. Critica, porém, a tentativa de evitar esse processo democrático, substituindo a nova eleição por um acordo político para lançar um candidato único. Para ele, essa manobra desvirtua a luta cívica do povo maranhense, transformando um momento de grande participação popular em uma farsa. Conclui que impor um candidato escolhido por meio de negociações políticas, sem consulta democrática, significa desrespeitar a vontade popular, como se, depois de tantas demonstrações de maturidade política, o povo não fosse mais capaz de decidir por si mesmo. Assim, defende que o Maranhão não deve aceitar uma imposição, mas sim exercer plenamente seu direito de voto. |
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