Resumo:
Critica a postura do cronista Pedro Dantas, que, segundo ele, tem uma aversão injustificada ao parlamentarismo, o que compromete seu julgamento. Rebate a opinião do cronista sobre a convocação do ministro Danton Coelho ao Congresso para esclarecer discursos políticos que poderiam ameaçar o regime vigente. Para Dantas, essa convocação seria um capricho dos parlamentaristas, enquanto Pilla argumenta que se o Congresso não fiscaliza ministros em situações como essa, então nunca o fará. Ironiza a explicação do cronista, que minimiza a convocação apenas porque foi proposta por um defensor do parlamentarismo. Ele enfatiza que o Congresso tem o dever de vigilância, especialmente quando declarações de um ministro podem sugerir mudanças estruturais no regime. Também refuta a interpretação de Pedro Dantas sobre o artigo 54 da Constituição, alegando que este ignora tanto a letra da lei quanto seu contexto histórico. Para Pilla, um ministro do governo tem um peso institucional que um simples cidadão não tem. O impacto das declarações de Danton Coelho se deve justamente ao fato de ele ser um membro próximo ao presidente. No fim, ressalta que ocupar um cargo de ministro impõe restrições e responsabilidades, e que o Congresso deve cumprir seu papel de fiscalização sem se deixar levar por preconceitos contra o parlamentarismo.