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Denuncia a situação difícil do Congresso Nacional, alvo de uma campanha de desmoralização promovida pelo próprio governo. Acusa Getúlio Vargas de reeditar a estratégia de 1937, preparando o terreno para uma ditadura, seja por meio de emendas constitucionais oportunas ou por um golpe direto. Além desse objetivo maior, aponta outra razão para a campanha contra o Congresso: a necessidade de um bode expiatório. Ele lembra que Vargas prometeu transformar o país, mas, após sete meses no poder, a crise persiste e a decepção popular cresce. Para desviar a insatisfação, o governo culpa o Congresso, alegando que este impede a aprovação das leis necessárias. Critica a demagogia do governo, que pressiona o Congresso a aprovar medidas inconstitucionais, sob o pretexto de atender ao povo. No entanto, ele alerta que a pior resposta seria a submissão parlamentar. Em vez disso, defende que o Congresso deve resistir, cumprindo seu dever e esclarecendo a população sobre sua verdadeira missão. Rejeita a ideia de que o Parlamento deve agir como uma simples fábrica de leis, ressaltando que sua função essencial é garantir poucas leis, mas boas. Para ele, a melhor defesa do Congresso é manter-se firme diante da pressão governamental, protegendo os princípios da democracia e evitando que o país continue a chafurdar na demagogia. |
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