Resumo:
Discute a situação política do Maranhão, centrada na figura de Eugênio de Barros, que, apesar de ter sido diplomado pela Justiça Eleitoral como governador, enfrenta uma contestação considerável por parte da população. Para Pilla, em uma democracia verdadeira, o esperado seria que Eugênio, ao ser tão amplamente rejeitado, renunciasse ao cargo por uma questão de dignidade pessoal e respeito ao bem comum, independentemente de alguns votos a mais ou a menos que pudessem alterar a situação eleitoral. Questiona a postura de certos meios de comunicação, que, ao reconhecerem a diplomação de Eugênio, destacam sua resistência como algo heroico, exaltando sua perseverança diante da rejeição popular. Sugere que, em vez de insistir no cargo, Eugênio deveria adotar uma postura mais patriótica, deixando o governo para dar lugar a um novo pleito, onde as condições seriam mais favoráveis para uma solução democrática e legítima. Em suma, critica a maneira como a resistência de Eugênio de Barros é interpretada como heroísmo, sugerindo que o verdadeiro patriotismo seria demonstrado por sua renúncia, em benefício da paz e do bem-estar do Maranhão.