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Microscópio: A Grande Crise (1952-03-07)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-10T12:14:18Z
dc.date.available 2025-02-10T12:14:18Z
dc.date.issued 1952-03-07
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/6954
dc.description.abstract Critica a comparação entre a crise ministerial na França e a situação política no Brasil. Ele aponta três equívocos principais que fundamentam essa comparação. O primeiro é a ideia de que o regime parlamentarista francês seria um modelo a ser seguido, quando, na verdade, ele já não é eficaz desde antes de Vichy e continua a apresentar falhas graves. O segundo equívoco é a visão de que uma crise ministerial representa uma catástrofe para a vida nacional, quando, em democracias parlamentares, como na França, o governo pode mudar sem afetar a administração. Em tais sistemas, a administração é estável, mesmo com mudanças frequentes no governo, o que permite que o país continue funcionando normalmente, sem grandes interrupções. O terceiro erro é a falta de diferenciação entre as condições internas de um país e o mecanismo constitucional em vigor. Pilla faz um paralelo entre a França e a Inglaterra, sugerindo que a França, apesar de ter o mesmo sistema, está em uma situação moral e política mais debilitada. Enquanto o povo inglês, diante das adversidades da guerra, continua resiliente e disposto a fazer sacrifícios, o povo francês já demonstrava sinais de crise moral antes do conflito. Conclui que, embora os dois países compartilhem sistemas semelhantes, um está em melhor estado, e o outro apresenta um grave desequilíbrio interno. pt_BR
dc.subject Crise Ministerial; França; Administração; Estabilidade; Modelo; Condições Internas; Resiliência pt_BR
dc.title Microscópio: A Grande Crise (1952-03-07) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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