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Critica a comparação entre a crise ministerial na França e a situação política no Brasil. Ele aponta três equívocos principais que fundamentam essa comparação. O primeiro é a ideia de que o regime parlamentarista francês seria um modelo a ser seguido, quando, na verdade, ele já não é eficaz desde antes de Vichy e continua a apresentar falhas graves. O segundo equívoco é a visão de que uma crise ministerial representa uma catástrofe para a vida nacional, quando, em democracias parlamentares, como na França, o governo pode mudar sem afetar a administração. Em tais sistemas, a administração é estável, mesmo com mudanças frequentes no governo, o que permite que o país continue funcionando normalmente, sem grandes interrupções. O terceiro erro é a falta de diferenciação entre as condições internas de um país e o mecanismo constitucional em vigor. Pilla faz um paralelo entre a França e a Inglaterra, sugerindo que a França, apesar de ter o mesmo sistema, está em uma situação moral e política mais debilitada. Enquanto o povo inglês, diante das adversidades da guerra, continua resiliente e disposto a fazer sacrifícios, o povo francês já demonstrava sinais de crise moral antes do conflito. Conclui que, embora os dois países compartilhem sistemas semelhantes, um está em melhor estado, e o outro apresenta um grave desequilíbrio interno. |
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