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Aborda a recente transição política em Cuba, que, apesar de adotar um sistema diferente do presidencialismo clássico, ainda sofre com características autoritárias e caudilhistas. O país havia instituído um sistema denominado “parlamentarismo cubano”, mas, após a derrubada do regime por Batista, que instaurou uma ditadura pessoal, ficou claro que o sistema cubano não erradicou os vícios do presidencialismo. Critica aqueles que defendem fórmulas híbridas entre sistemas políticos, afirmando que essas tentativas, como o modelo cubano, não solucionam os problemas de forma radical e coerente. Ele compara essa abordagem a um cronômetro que, para substituir um relógio comum, mistura peças de ambos os mecanismos, mas não resolve as falhas fundamentais. Também discute um debate que teve com Castilho Cabral, que defendia a adoção do sistema cubano no Brasil, argumentando que em Cuba as revoluções haviam cessado. Pilla, no entanto, responde que ainda era cedo para fazer tal afirmação e que o que estava acontecendo em Cuba confirmava suas previsões: o “parlamentarismo cubano” nada mais era do que uma versão distorcida do presidencialismo, com manifestações parlamentares ocasionais, mas sem mudanças substanciais. Para Pilla, o episódio cubano serve como uma prova de que a transição política não resultou em um sistema parlamentar genuíno, mas apenas em um presidencialismo disfarçado. |
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