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Analisa a crise política envolvendo o Clube Militar e o papel do Ministro da Guerra, general Estillac Leal, em meio ao governo de Getúlio Vargas. Critica a postura de Vargas, que, apesar de ter a autoridade para resolver a situação, prefere se manter distante dos acontecimentos. O ministro da Justiça, Negrão de Lima, afirmou não ter sido incumbido de intervir na crise militar, e Pilla considera razoável essa posição, pois a questão caberia, de fato, ao Ministro da Guerra. Enfatiza que a falta de ação de Vargas contribui para a permanência da crise, com Estillac Leal, que exerce um papel crucial na situação, mantendo-se no cargo. Questiona se o ministro está sendo manipulado por forças extremistas ou se ele está deliberadamente criando um plano complexo. De qualquer forma, sua permanência à frente do Ministério da Guerra garante a proteção de grupos extremistas, como os comunistas no Clube Militar. Critica a insensibilidade de Getúlio Vargas, sugerindo que sua recusa em resolver a crise não é por gratidão ou prudência, mas por uma obsessão pelo poder. Ele argumenta que Vargas está mais preocupado com o poder futuro do que com a estabilidade do país, e que sua inação em relação à crise é uma tentativa de preparar o terreno para um possível retorno ao poder, como ocorreu em 1937. Conclui que Vargas está deixando a crise prosperar por motivos estratégicos, sem se importar com as consequências para a governabilidade. |
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