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Discute a função do Congresso na elaboração de leis e na fiscalização da administração pública, destacando que, enquanto a criação de leis é uma função central, a adaptação contínua do governo aos sentimentos da Nação e a fiscalização do poder Executivo são igualmente cruciais, especialmente no sistema parlamentar. Ele observa que, no sistema presidencial, essas funções são limitadas e pouco eficazes devido à rigidez do mecanismo constitucional. Critica a maneira como o Congresso, apesar de ter o direito constitucional de fiscalizar e realizar investigações, não possui o poder real para compelir autoridades ou cidadãos a depor ou fornecer informações. Isso resultou em comissões de inquérito ineficazes, onde até funcionários públicos compareciam apenas por "especial deferência", não por obrigação legal. A situação melhorou com a introdução de um projeto de lei, elaborado pelo jurista e deputado Flinio Barreto, que confere maior autoridade às comissões de inquérito. A lei agora permite que essas comissões determinem diligências necessárias e estabeleçam penalidades para quem se recusar a colaborar. Conclui que o Congresso deve agora assumir com seriedade sua função de fiscalização e começar a tarefa de moralizar a administração pública, que se encontra pervertida por anos de governo pessoal e irresponsável. |
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