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Denuncia a perseguição aos partidos pequenos, argumentando que a verdadeira intenção por trás disso é a eliminação do próprio conceito de partido político. Segundo ele, os chamados "grandes partidos" são, na verdade, coalizões eleitorais improvisadas, sem unidade ideológica ou programática. Eles surgiram após a ditadura apenas para disputar eleições, refletindo a natureza do presidencialismo, que, como destacou Gilberto Amado, é um sistema mais eleitoral do que representativo. Defende que os partidos pequenos, ao contrário dos grandes, possuem doutrinas claras e coerência ideológica. Ele cita exemplos como o Partido Comunista, o Partido Socialista, o Partido Libertador, o Partido Democrata Cristão e o Partido de Representação Popular, cada um com propostas distintas para a organização política e social do país. Para ele, são esses partidos menores que poderiam, no futuro, dar origem a verdadeiras legendas estruturadas, enquanto os grandes permanecem como estuários confusos, onde diversas correntes se misturam sem coesão. Além disso, ressalta que a existência de partidos pequenos é essencial para a evolução democrática, pois permite a diferenciação e depuração das forças políticas dentro dos partidos maiores. Ele cita o exemplo da Esquerda Democrática, que inicialmente fazia parte da UDN, mas só pôde se desenvolver plenamente após a criação do Partido Socialista Brasileiro. Se a legislação impedisse a existência de partidos pequenos, essa evolução natural jamais aconteceria. |
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