Resumen:
Responde ao vespertino "O Globo", que se opõe à reforma parlamentarista, acusando-a de ser uma obra de oportunismo e impatriotismo. Refuta essas acusações, argumentando que, embora a reforma receba votos de simples oportunismo, nem todos os votos podem ser classificados como negativos. Ele distingue entre bom e mau oportunismo, sendo o bom aquele que visa o bem coletivo, e o mau aquele voltado para interesses pessoais. Segundo Pilla, não há oportunismo intrínseco no movimento parlamentarista, que remonta à Assembleia Constituinte de 1946, quando obteve o apoio de cerca de setenta deputados. Esse movimento, embora com altos e baixos, é uma revivescência de um movimento similar na Assembleia Constituinte de 1934 e, ao longo dos anos, obteve maior adesão, incluindo cento e oitenta deputados no final da última legislatura. Questiona a alegação de impatriotismo feita pelo jornal, apontando que, ao contrário, o verdadeiro impatriotismo seria persistir em um regime que tem corrompido os costumes políticos do Brasil. Ele sugere que, em vez de atacar a reforma, o jornal deveria refletir sobre o impacto do regime atual. Termina com a promessa de um futuro comentário, onde ele aprofundará suas críticas ao sistema político vigente.