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Ao analisar o sistema parlamentar francês, refuta a ideia de que ele seja fraco, como defendem alguns presidencialistas. Embora o sistema francês tenha elementos de instabilidade ministerial, com mudanças frequentes de governo, Pilla destaca que o governo do sr. Antoine Pinay, um modesto burguês sem poder militar, foi capaz de enfrentar uma revolução comunista com grande eficiência. Pinay derrotou a insurreição sem recorrer a medidas drásticas, como o estado de sítio, o que, segundo Pilla, desmente a ideia de que um governo parlamentar seja necessariamente fraco. Enfatiza que o governo parlamentar é forte quando tem o apoio do parlamento e da nação que ele representa. Esse apoio confere ao gabinete a força necessária para governar de forma eficaz, podendo fazer tudo o que não for proibido pela Constituição. No entanto, quando perde o apoio do parlamento, o governo deixa de ser forte, pois perde sua base de poder. Ele argumenta que o verdadeiro ponto de fraqueza está nos governos de força, que se sustentam pela força material e não pelo consentimento popular, como ocorre com alguns governos presidenciais, frequentemente expostos a golpes e revoluções. Discute a importância do apoio popular e parlamentar para a estabilidade e eficácia de um governo democrático, contrastando com os sistemas que se baseiam no poder coercitivo. |
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