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Analisa a subemenda Ferrari, que causou grande controvérsia na imprensa em relação à reforma parlamentarista. A subemenda propõe que a reforma só entre em vigor em 31 de janeiro de 1956, após a eleição do presidente da República, que deve ocorrer 20 dias antes do término do mandato de Getúlio Vargas. Isso resultaria em um possível adiamento da implementação do sistema parlamentarista, permitindo que Vargas termine seu mandato presidencialista e, em seguida, inicie a prática do parlamentarismo. Destaca que a subemenda Ferrari visa acomodar os interesses de Vargas, permitindo que ele termine seu mandato sem alterações abruptas no regime político. A intenção de Fernando Ferrari, deputado do Partido Trabalhista, seria evitar que a reforma impusesse restrições às prerrogativas do presidente, mantendo uma transição mais suave. Também explica que a proposta de eleição antecipada do presidente é uma prática comum no sistema parlamentarista e que a crítica de um possível golpe é exagerada. Embora a subemenda tenha gerado um alarde político, Pilla considera que ela é inofensiva e inoperante, especialmente considerando os possíveis atrasos na tramitação da reforma. Conclui que a celeuma causada pela subemenda reflete mais uma sensibilização política em torno de Vargas do que uma ameaça real, e que a reforma parlamentarista pode continuar sem grandes obstáculos. |
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