Resumo:
Expõe sua posição sobre a emenda parlamentarista, destacando sua oposição a duas subemendas propostas por Castilho Cabral e Luiz Garcia. A primeira propõe um parlamentarismo moderado, nos moldes de Cuba, e a segunda, aceita o parlamentarismo puro, mas com a escolha do presidente por eleição direta, o que não condiz com o regime de gabinete. Defende que, se qualquer uma dessas propostas for aceita, seria melhor continuar com o sistema presidencialista, que, embora esteja em declínio, ainda seria mais vantajoso do que um parlamentarismo "canhestro", que inevitavelmente fracassaria. Também esclarece sua posição sobre a emenda parlamentarista em resposta a um comentário no "O Jornal". Ele afirma que todos os signatários da emenda se comprometeram formalmente a votá-la, não apenas apoiando-a de maneira simbólica. Segundo ele, a emenda foi apresentada com o compromisso de voto de 180 deputados, embora alguns tenham condicionado seu apoio à posição de seus partidos. Admite que as circunstâncias podem fazer com que alguns deputados mudem de posição, mas esclarece que essa flexibilidade pode ocorrer tanto a favor quanto contra a emenda. Ele ainda menciona que, embora alguns votos a favor da emenda não sejam totalmente favoráveis ao sistema proposto, eles visam atenuá-lo. A carta é uma tentativa de esclarecer mal-entendidos e reafirmar sua postura em relação à reforma do sistema político brasileiro.