Resumo:
Analisa o caso da reitoria da Universidade do Rio Grande do Sul, envolvendo a recondução do antigo reitor Alexandre da Rosa. Após o término do seu mandato, o governo da República ofereceu-lhe a recondução, mas ele recusou. Destaca que a única pessoa a agir corretamente foi o reitor, que não se deixou "amarrar ao poste da ignomínia". Ele critica a atitude do governo, que deveria ter respeitado a revolta de estudantes e professores, mas, ao tentar reconduzir o reitor, não foi apoiado pelo Conselho Universitário. Enfatiza que o Conselho, composto por professores e não políticos, deveria ter zelado pelos interesses da instituição e não facilitado a recondução de uma figura rejeitada pela comunidade acadêmica. Reconhece que o governo, possivelmente movido por razões políticas, tentou a recondução, mas o Conselho universitário não se opôs e até recomendou o nome do reitor, desconsiderando o repúdio do corpo docente e discente. Pilla aplaude a atitude de Alexandre da Rosa, que, com honra, recusou a recondução, evitando que a situação se agravasse. Conclui que o problema central do episódio foi a fuga da responsabilidade, algo comum no Brasil, onde muitas vezes se evita agir de forma decisiva e comprometida.